Associação Brasileira da Construção

Industrializada de Concreto

Industrializar em Concreto 1 - maio de 2014

Giro Rápido

ConstruBR destaca a importância da industrialização na construção civil

Profissionais da construção estiverem presentes no evento, que apresentou os avanços da industrialização no País
O ConstruBr 2014 trouxe, nos dias 23 e 24 de abril, no Expo Transmérica, o debate sobre os principais assuntos relacionados à produtividade na construção, do ponto de vista de inovação, tecnologia e gestão, por meio de oito painéis, com a participação de renomados empresários, especialistas e gestores de entidades e instituições. Um dos temas destacados nesta primeira edição foi a industrialização no setor, sua importância e seus avanços no País.
O painel A Importância da Industrialização da Construção Civil contou com a apresentação de Luiz Henrique Ceotto, diretor da Tishman Speyer, que especificou a existência de cinco gargalos – culturais, de visão estratégica, tributários, de capacitação e estruturais – à industrialização das obras no Brasil e citou algumas ações prioritárias para a resolução desses desafios, incluindo o debate com o governo para a revisão de procedimentos de tributação da cadeia de valor. “É mais barato construir na obra do que pré-fabricar e todas as esferas governamentais privilegiam, em termos tributários, a construção na obra”, afirmou.
No painel, Jorge Batlouni, da Tecnum Construtora, ressaltou que a industrialização é o caminho para atingir objetivos relacionados à produtividade, sustentabilidade e competitividade na construção. “Além disso, com o aumento no custo de mão de obra, ela (a industrialização) virá naturalmente”, acrescentou.  O executivo proferiu uma palestra sobre A capacidade de transformar o canteiro de obra em indústria, destacando que as decisões tomadas referentes a um sistema construtivo devem ser feitas na fase de projeto e que o Brasil ainda tem muito a fazer em termos de racionalização na construção civil.


Íria Doniak, da Abcic: “Industrialização tem um grande potencial de desenvolvimento no País”
Íria Doniak, presidente-executiva da Abcic – Associação Brasileira da Construção Industrializada de Concreto, corroborou com a opinião de Batlouni ao dizer que a industrialização tem um grande potencial de desenvolvimento no País, “porém não é possível chegar a ela, pulando etapas. Assim, precisamos vivenciar a evolução da racionalização para chegar a uma efetiva industrialização”. Em sua apresentação, Íria ainda salientou a questão da criatividade no setor, por meio de cases nacionais e internacionais. “Por ela (criatividade) e pelas diversas possibilidades de conversa entre os diferentes sistemas construtivos industrializados, podemos potencializar a construção civil. No Brasil, temos tecnologias disponíveis para isso”, explicou.
Ainda no painel, Maurício Bianchi, do Groupe Allarde ministrou uma palestra sobre Terminalidades na sequência construtiva na construção, evidenciando a relevância de saber contratar e apresentando os benefícios da terminalidade, como, a garantia de prazo, custos fixos previstos, melhor logística, produtividade e segurança, entre outros.
O ConstruBR também contou com uma exposição, no qual a Abcic e o Ibracon – Instituto Brasileiro do Concreto compartilharam um estande para divulgação da engenharia de concreto e da industrialização no País. Promovido e organizado pelo Sinduscon-SP – Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo e pela Abramat – Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção, teve o apoio de mais de 60 entidades representativas do setor.
Hugo Rodrigues (ABCP), Inês Battagin (CB-18/ABNT) e Íria Doniak no estande Abcic/Ibracon