Associação Brasileira da Construção

Industrializada de Concreto

Industrializar em Concreto 19 - julho de 2020

DE OLHO NO SETOR

Incentivo à construção industrializada

A Abcic participa de uma nova iniciativa do Ministério da Economia, que tem o objetivo de elevar a produtividade e a competitividade do setor da construção civil brasileira. E, a industrialização é parte fundamental desse processo

O Grupo de Trabalho Consultivo (GTC) no âmbito da meta 9, com o tema “Incentivo à construção industrializada”, do Edital de Chamamento Público nº 3/2019 do Ministério da Economia, tem se reunido mensalmente para atender o objetivo do edital que é a execução de ações que visam elevar a produtividade e competitividade do setor da construção civil no país. A proposta inicial do plano de trabalho alinhada terá a duração de 20 meses. A Abcic é representada neste GTC pela presidente executiva Íria Doniak.
O edital de Chamamento Público nº 3/2019 foi lançado no ano passado pelo Ministério da Economia. E a organização da sociedade civil vencedora desse edital foi a RECEPETi – Rede Catarinense de Inovação, uma associação civil sem fins lucrativos, que atua para promover a educação, o desenvolvimento econômico, social, científico e tecnológico e o empreendedorismo inovador no Estado de Santa Catarina. Desse modo, a União, por meio do Ministério da Economia, firmou um Termo de Colaboração, para execução das atividades previstas no edital, apresentadas na forma de nove metas.

Rodrigo Koerich: "Na visão RECEPETi, a industrialização é parte fundamental para o aumento da produtividade e competitividade do setor"

“Para a RECEPETi, participar e vencer esse edital é estratégico. Até porque a Rede tem a preocupação de representar e ser fomentadora do setor. Assim contribuir com o Ministério da Economia e difundir os propósitos, que são estender o uso do BIM e fortalecer o setor da construção civil, é realmente estratégico”, disse o engenheiro civil Rodrigo Broering Koerich, coordenador técnico do Termo de Colaboração RECEPETi e Ministério da Economia. 
De acordo com Koerich, as nove metas estão estruturadas em 31 submetas, abrangendo três grandes áreas. Duas dessas metas tratam sobre a revisão de documentação relativas ao código de obra e aos processos de concessão de alvará. Um grupo central (3 a 7) refere-se às metas Building Information Modeling (BIM). “Elas envolvem a execução direta do documento, que é referência estratégica, o BIM BR, que conta com nove objetivos, cinco dos quis são abarcados pelo edital. Acredito que essa seja a primeira grande ação para a execução da estratégia BIM BR”, explicou. Já as metas 8 e 9 estão ligadas à industrialização da construção. 
“Para cada uma das 31 submetas, estamos estruturando um planejamento dessas ações. Partimos de um plano de trabalho original e estamos refinando esse plano, com a participação das entidades, a depender da meta e da submeta”, comentou Koerich, que acrescentou que a estratégia de execução deve ser feita com a participação do governo e da iniciativa privada, que são lados complementares. 
Segundo ele, já existe uma visão de governo de que o país necessita migrar para o conceito 4.0 e, nesse sentido, a indústria 4.0 surge como uma estrutura de governo. “Na visão RECEPETi, a industrialização é parte fundamental para o aumento da produtividade e competitividade do setor. Infelizmente, no país ainda construímos de um jeito pouco industrializado e pouco repetitivo, ou seja, sem usar tudo o que a tecnologia pode oferecer”.
Em uma visão atual e com foco no longo prazo, Koerich avaliou que é preciso trazer diversos conceitos e tecnologias para a construção civil. “O BIM é uma delas. Mas, existe um aparato de tecnologias, que estão começando a se difundir e, juntamente, com conceito da indústria 4.0 é que, de fato, será alcançada a maior produtividade na industrialização. Isso porque precisamos produzir as construções em escala industrial, temos que montar as nossas edificações. Hoje a gente ainda constrói no lugar”.