Associação Brasileira da Construção

Industrializada de Concreto

Industrializar em Concreto 24 - dezembro de 2021

INDUSTRIALIZAÇÃO EM PAUTA

Reconhecimento à versatilidade, ousadia, adaptabilidade e precisão da construção industrializada de concreto

Os empreendimentos com estruturas pré-fabricadas de concreto receberam importantes premiações em 2021, enfatizando todos os benefícios da solução de engenharia e as vantagens competitivas ao adotar a industrialização em concreto. O Prêmio Obra do Ano em Pré-Fabricados de concreto coroou um ano de muito trabalho e de superação de grandes desafios ao refletir o potencial do setor para atender as demandas diversas de projetos arquitetônicos e projetos estruturais

O projeto inicial previa o uso de sistema moldado in-loco. Porém, a indústria pré-fabricadora sugeriu um sistema híbrido estrutural, que até então não havia sido utilizado pela empresa, combinando vigas de transições em pré-fabricado e moldadas in loco sempre com emprego de pilares e escadas pré-fabricadas e lajes alveolares. “Era uma solução viável do ponto de vista técnico/financeiro, com previsão de montagem de 9 meses em operação normal com uma equipe de montagem”, pontuou José Antônio Tessari, presidente da Rotesma.

A solução trouxe outros benefícios, como a redução considerável de pilares nas fundações, de 344 na estrutura moldada in loco para 266 no pré-fabricado; o aumento de vãos livres nos pavimentos tipo e em especial nas garagens; previsibilidade de custos; o menor tempo de execução da estrutura; e transferência do risco de passivo trabalhista da etapa estrutural para o fornecedor da estrutura pré-fabricada.

Entre os desafios, Tessari comentou sobre a elaboração de um projeto estrutural executivo com todas as premissas de projeto e que atendesse todas as prescritivas de norma; manter a esbeltez de elementos como as vigas, devido a limitação do pé direito; e desenvolver uma gestão de logística adequada as limitações de tráfego da área central de Gramado. Nesse sentido, o transporte das peças foi feito por rodovia, em janelas de tempo determinadas pela guarda municipal de trânsito. 

O projeto estrutural foi elaborado por Cleber Shimokomaki Prim (Lamb, Prim e Zarth Engenharia) em modelagem 3D, possibilitando antecipar possíveis interferências entre as etapas construtivas. Foram utilizados 6.300 m³ de concreto de fck 40 e 50 MPa autoadensável para a fabricação da estrutura, sendo necessário a confecção de algumas formas especiais devido ao formato de elementos como as “vigas floreiras”. O projeto arquitetônico ficou a cargo de Diogo Pedrassani e Edenaur Goularte (Goularte & Pedrassani).

O Projeto Amadeus da LD Celulose venceu o 10º Prêmio Obra do Ano na categoria Infraestrutura

Os maiores desafios da obra da LD Celulose foram a execução dos tanques circulares e o edifício Cooling Tower, uma vez que a etapa de projetos exigiu a melhor solução em pré-fabricado

Prêmio Obra do Ano Infraestrutura: LD Celulose – Projeto Amadeus

Localização: Indianópolis, Minas Gerais
Área construída: 16,205 m²
Construtora gerenciadora: Rio Verde Engenharia e Construções
Início da obra: Setembro de 2020
Término da obra: Agosto de 2021
Projeto Estrutural: Walter do Nascimento Filho (Enge-W Cálculos e Projetos)
Empresa pré-fabricadora: Cassol Pré-Fabricados

Infraestrutura

Na categoria Infraestrutura, o Prêmio Obra do Ano foi para a LD Celulose – Projeto Amadeus, situada em Indianópolis, Minas Gerais. Como maiores desafios da obra estiveram a execução dos tanques circulares e o edifício Cooling Tower, uma vez que a etapa de projetos já precisou de especial atenção para obtenção da melhor solução em pré-fabricado. 

Para os projetos dos tanques, adotou-se a concepção de produção das paredes pré-fabricadas segmentadas em placas, que exigiu alta precisão no posicionamento dos detalhes e interfaces dos elementos para garantir o encaixe das armaduras expostas (ao longo de toda a peça) para que a pós-tensão fosse bem-sucedida. “Para isso, diminuímos as tolerâncias nas etapas de produção e colocamos pontos de inspeções estratégicos para atendimento a elas”, contou Felipe Cassol, CEO da Cassol.

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