Associação Brasileira da Construção

Industrializada de Concreto

Industrializar em Concreto 7 - abril de 2016

PONTO DE VISTA

Reforçar o espírito de união do setor é a mensagem do novo presidente do conselho estratégico da ABCIC

Reforçar o espírito de união entre as empresas de pré-fabricados e atuar de forma a alcançar um objetivo comum, qual seja, desenvolver o mercado e aumentar a participação do pré-fabricado na construção civil brasileira como um todo. De forma resumida, essa é a mensagem do empresário André Pagliaro, que acaba de assumir a presidência do Conselho Estratégico da Abcic. “Acredito que o primeiro passo é se organizar para nos adequarmos à nova conjuntura de mercado. O futuro do nosso segmento e da construção, de maneira geral, não pode ser pensado apenas olhando para o atual momento de crise, pois, com certeza, ele não vai se perpetuar”, destacou Pagliaro. 

 

Como avalia o papel atual do pré-fabricado de concreto para a construção civil brasileira?
O pré-fabricado experimentou uma evolução muito grande durante o “boom” que a construção teve nos últimos anos. Apesar da recente freada da construção civil, o mercado sinaliza que o pré-fabricado é um sistema construtivo já consolidado em nosso país. Os contratantes estão reconhecendo os muitos benefícios do pré-fabricado, que são aqueles relacionados a certeza dos custos envolvidos numa obra, garantia de qualidade, atendimento de prazo, economia, entre outros. Em muitas situações, o pré-fabricado é nitidamente mais barato do que outros sistemas construtivos. O mercado, de forma geral, descobriu o pré-fabricado e não quer mais deixar de usá-lo em seus projetos. Um exemplo concreto dessa demanda aquecida por pré-fabricado são as obras da Prefeitura de São Paulo, onde aproximadamente 80% delas são feitas com alguma estrutura pré-fabricada. Outro caso é das obras em shopping center. Hoje não se fala em shopping sem se pensar em sistema industrializado de construção. É um movimento que não tem mais volta.
 

A que se deve isso?
Acredito que isso é resultado de todo um trabalho de incorporação de novas tecnologias por parte das empresas do segmento. Fomos buscar conhecimento e inovações fora do país e, nesse processo, auxiliou muito as missões técnicas promovidas e incentivadas pela Abcic. Do lado das empresas, houve também um trabalho intenso de adequação das tecnologias à realidade do mercado brasileiro. E temos tido importantes avanços nesse campo. Hoje dispomos, por exemplo, de sistemas de ligação muito mais modernos em relação ao existente no passado. É claro que temos muito ainda por evoluir, mas podemos garantir que tudo que tem de mais avançado no mundo existe aqui.
 

Quais são hoje as principais prioridades do setor?
Nossa prioridade é evoluir para, constantemente, se adequar ao mercado. É necessário investir continuamente em tecnologia, para garantir qualidade e produtividade. Esse deve ser o grande foco do setor. Desenvolver novos produtos e novas tecnologias que possibilitem a entrada em mercados pouco explorados, como é o caso da construção voltada para o segmento habitacional. 
 

Nesse sentido, como analisa o papel do Selo de Excelência Abcic?
O Selo vem justamente para atestar qualidade e assegurar que as empresas que o possui atendem a todas as normas técnicas do segmento, usa insumos de qualidade, além de adotar um processo que garante a máxima eficiência das estruturas na execução de uma obra. Como ele envolve ainda questões relacionadas à sustentabilidade e meio ambiente, assegura confiabilidade em todo o processo produtivo. Nesse sentido, o Selo é importante na concepção da visão de futuro do segmento. Ele vai além do que iria a certificação ISO, integrado com a gestão da empresa e com as normas técnicas aplicáveis ao produto e ao processo. Tem ainda a vantagem de ter uma auditoria externa de uma organização como o Instituto Falcão Bauer da Qualidade (IFBQ), que realiza uma auditoria de terceira parte, dando credibilidade ao processo.