Associação Brasileira da Construção

Industrializada de Concreto

Industrializar em Concreto 23 - setembro de 2021

INDUSTRIALIZAÇÃO EM PAUTA

Uma década do principal tributo à industrialização de concreto no Brasil

O Prêmio Obra do Ano em Pré-Fabricados de Concreto completa 10 anos, evidenciando o desenvolvimento do setor, por meio da construção de empreendimentos e obras em diversos segmentos. Os projetos estruturais e arquitetônicos ousados, sustentáveis e modernos aplicaram soluções tecnológicas de última geração e ressaltaram a versatilidade, a produtividade, a qualidade e a eficiência do sistema

Neste ano, o Prêmio Obra do Ano em Pré-Fabricados de Concreto completa uma década de homenagens aos profissionais e empresas que contribuem para o desenvolvimento da construção industrializada de concreto no Brasil. Em 10 anos, foram cerca de 120 projetos inscritos, sendo 45 obras premiadas, entre a vencedora, menções honrosas e destaques do júri. 
No total, a Abcic entregou 130 homenagens para os engenheiros projetistas e dos arquitetos incentivadores do uso da solução de engenharia e as empresas pré-fabricadoras responsáveis pela construção de empreendimentos inovadores em diversos segmentos – residencial, imobiliário, industrial, infraestrutura rodoviária, aeroportuário, portuário, energia, mobilidade urbana, arenas esportivas, comercial (shopping centers e supermercados), cultural, hoteleiro, mineração, educacional (universidades e escolas),  agronegócio e obras especiais.
Desde sua idealização, a premiação passou por transformações. Nos três primeiros anos de premiação (2011 a 2013), a Comissão Julgadora decidiu eleger, além do vencedor, três menções honrosas. De 2014 até 2017, os membros resolveram elencar projetos como Destaque do Júri. Já a partir de 2018, o Prêmio Obra do Ano passou a ter três categorias: edificações, infraestrutura e pequenas obras. 
Segundo o engenheiro Roberto Bauer, diretor técnico do Grupo Falcão Bauer, membro da Comissão desde a primeira edição, o prêmio é o reconhecimento, após a análise das obras inscritas no concurso, das empresas associadas ganhadoras, bem como, os profissionais arquitetos e engenheiros projetistas. Assim, a instituição de três categorias foi resultado da grande quantidade e diversidade das obras inscritas, visando contemplar belos projetos nas respectivas categorias. 
“Essa decisão, implementada de forma colaborativa entre a diretoria da Abcic e a Comissão Julgadora, contribui ainda para uma maior valorização da premiação e da industrialização em concreto em obras de todos os portes e em diferentes setores”, conta Afonso Mamede, presidente da Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração (Sobratema), membro do Júri também desde a primeira edição, que avalia ainda que essa divisão foi um desenvolvimento natural do prêmio, reforçando sua maturidade e consolidação, uma vez que sendo obras de seguimentos bastante distintos, facilita a objetividade da avaliação do sistema construtivo bem como das especificidades relacionadas ao projeto arquitetônico e estrutural. 

Na opinião do arquiteto Paulo Campos, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), e membro da Comissão desde o início, a categorização permitiu que cada obra possa ser julgada segundo sua especificidade, ou seja, ter uma lupa para cada categoria. “É necessário ressaltar e reconhecer as virtudes dos projetos conforme sua utilização e seu segmento”.
A engenheira Íria Doniak, presidente executiva da Abcic, ressalta que a consolidação do prêmio nos setores da construção, engenharia e arquitetura foi uma conquista importante para o setor. “Uma das missões dessa iniciativa é evidenciar a versatilidade, a abrangência nacional e a importância do pré-fabricado de concreto para ampliar a produtividade, eficiência e qualidade das obras e para atender aos quesitos ESG, especialmente, aqueles ligados à governança ambiental e social”. 
O engenheiro Paulo Oscar Auler Neto, vice-presidente da Sobratema e representante da Revista Grandes Construções no júri, comenta que existe atualmente um número maior de projetos com utilização maciça de elementos pré-fabricados em que se pode observar a união de beleza arquitetônica, solução logística, simplicidade, funcionalidade e baixo custo. Isso deixa claro que o uso do sistema não está mais limitado a grandes obras industriais e galpões, mas em diversos segmentos com um excelente resultado global.
Nesse cenário, o engenheiro Luiz Livi, diretor de marketing da Abcic, rememora que há algum tempo se falava de “aceitabilidade” do sistema para alguns segmentos, enquanto atualmente se comenta sobre sua “adaptabilidade” para praticamente todas as estruturas. “É notório o interesse crescente por soluções industrializadas em concreto pelas construtoras e incorporadoras. Assim, premiar e divulgar a excelência em pré-fabricação faz com que o mercado enxergue as possibilidades de utilização do pré-fabricado para suprir suas demandas”.