INDUSTRIALIZAÇÃO EM PAUTA
Empreendimentos como surf indoor, complexos dos rodeios, autódromos, centros de eventos, arenas esportivas e espaços urbanos de lazer e espaços na orla marítima, demonstram que. a industrialização em concreto vem assumindo protagonismo em projetos que exigem velocidade construtiva, grandes vãos, durabilidade e flexibilidade de uso
Outro aspecto relevante foi a capacidade do sistema industrializado de atender a geometrias extremamente complexas, mantendo elevado padrão de repetibilidade e acabamento. "Além da redução do prazo, a industrialização proporcionou previsibilidade, controle de qualidade e capacidade de produzir elementos complexos com elevado grau de precisão”, exemplifica Silveira Filho.
O Endless Surf representa uma das primeiras aplicações da construção industrializada em concreto para estruturas destinadas à formação de ondas artificiais no Brasil. "O segmento de surf parks apresenta forte expansão no Brasil e evidencia como a construção industrializada pode atender projetos cada vez mais sofisticados, nos quais precisão, qualidade, desempenho e cumprimento de prazos são fatores determinantes”, finaliza.
Parques de rodeio
Um dos maiores símbolos do entretenimento brasileiro também passou a incorporar a industrialização da construção em sua expansão. No Parque do Peão, em Barretos (SP), palco da tradicional Festa do Peão, a ampliação dos camarotes e a implantação de novas áreas VIP utilizaram estruturas pré-fabricadas de concreto, demonstrando como o sistema construtivo atende às exigências de empreendimentos que precisam combinar rapidez, precisão e mínima interferência em ambientes que permanecem em plena operação.
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Cliente: Os Independentes
Volume de concreto: Aproximadamente 595 m³
Tipo de peças: Pilares, vigas, lajes, painéis e escadas
Projeto Estrutural: Paulo Roberto Ferrari (Protendit)
Período de execução: seis meses. A obra foi concluída em julho de 2026
Para viabilizar o projeto, a Protendit desenvolveu uma solução estrutural composta por pilares, vigas, lajes alveolares, painéis e escadas pré-fabricados, produzidos industrialmente sob rigoroso controle tecnológico e, posteriormente, montados em campo com elevado grau de planejamento e precisão. A estrutura contempla dois novos camarotes de dois pavimentos, executados com lajes alveolares e coberturas formadas por vigas tipo "I", vigas-terças e painéis de platibanda. O projeto inclui ainda duas áreas VIP integradas à topografia natural da arena, sendo uma delas composta por dois níveis estruturais e outra por um pavimento em laje alveolar, ambas adaptadas às características dos taludes existentes.
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O sistema industrializado foi decisivo para cumprir um cronograma bastante restritivo, permitindo que a fabricação das peças ocorresse em paralelo às etapas de fundação. A combinação entre produção seriada, engenharia própria e capacidade de montagem permitiu transformar um desafio executivo em um processo altamente controlado, reduzindo significativamente o tempo de obra.
O Parque do Peão recebe eventos durante praticamente todo o ano, possui intenso fluxo de pessoas e apresenta limitações importantes de espaço para circulação de equipamentos e armazenamento de materiais. Essas condições exigiram um planejamento logístico detalhado para cada etapa da montagem. Nas áreas destinadas aos novos camarotes, o espaço reduzido obrigou a equipe a desenvolver um sequenciamento cuidadoso das operações. Um dos pontos mais críticos ocorreu durante a execução das fundações, quando parte dos pilares precisou ser posicionada diretamente sobre a estrutura existente das arquibancadas da arena, o que exigiu precisão milimétrica na locação e soluções específicas de engenharia para assegurar a compatibilidade estrutural e a segurança da intervenção.